terça-feira, 1 de março de 2011

Foi sem querer... eu juro que foi sem querer!

Dizem por aí que o ano só começa de verdade depois do Carnaval, diante disso, ainda faltam duas semanas pra 2011 começar de verdade, talvez por isso, o meu desinteresse em escrever aqui, preguiça, preguiça mesmo.
Vamos ver se a vontade volta depois que o ano começar, mas se 2011 nem começou ainda, meu Deus, o que será que vem pela frente? Porque nunca tive um começo de ano tão agitado como esse, não me lembro de nenhum outro assim.
Todos já sabem que vou ter um novo sobrinho, não vou chamar sobrinho-neto, pq soa estranho, devido a chegada desse bebê, tivemos um longo mês pra preparar um casamento, aliás como disse minha sobrinha, um mês e uma hora que foi o tempo de atraso. Olha, devo dizer que o que falta, além do dinheiro, obviamente, pra uma festa ficar perfeita é bom gosto. não sei se o tenho, mas me encho de orgulho a cada elogio da festa, pois a noiva teve coragem de me confiar a organização da festa e modéstia á parte, a festa foi linda mesmo, só não foi perfeita, pq nós seres humanos somos imperfeitos mesmo.
Mudando o rumo da prosa, todo mundo sabe a admiração que tenho pela Clarice Lispector, há algo em mim que me torna parecida com ela, sempre procuro uma frase dela para os meus textos e para minha vida em geral, mas ontem eu senti Clarice, afinal, " a mulher que matou o pexe fui eu", mas assim como aconteceu com Clarice, foi sem querer, eu não fiz por mal, estou chateada com isso, ela esqueceu de alimentar os peixes e eu coloquei água errada, o bichinho tão bonitinho, vermelho como os de Lispector, não resistiu. E eu não quero mais falar disso, nem sei o que falar, então, mais uma vez vou deixar Clarice contar melhor o que houve:

" Essa mulher que matou os peixes infelizmente sou eu. Mas juro a vocês que foi sem querer. Logo eu! Que não tenho coragem de matar uma coisa viva! Até deixo de matar uma barata ou outra.
Dou minha palavra de honra que sou pessoa de confiança e meu coração é doce: perto de mim nunca deixo criança ou bicho sofrer.
Pois logo eu matei dois peixinhos vermelhos que não fazem mal a ninguém e que não são ambiciosos: só querem mesmo é viver.
Pessoas também querem viver, mas infelizmente também aproveitar a vida para fazer alguma coisa de bom.
Não tenho coragem ainda de contar agora mesmo como aconteceu. Mas prometo que no fim deste livro contarei e vocês, que vão ler essa história triste, me perdoarão ou não.
Vocês hão de perguntar: por que só no fim do livro?
E eu respondo:
- É porque no começo e no meio vou contar algumas histórias de bichos que eu tive, só para vocês verem que eu só poderia ter matado os peixinhos sem querer.
Estou com esperança de que, no fim do livro, vocês já me conheçam melhor e me dêem o perdão que eu peço a propósito da morte de dois “vermelhinhos” – em casa chamávamos os peixes de “vermelhinhos”.
[...]
Bem, agora chegou a hora de falar sobre o meu crime: matei dois peixinhos. Juro que não foi de propósito. Juro que não foi muito culpa minha. Se fosse, eu dizia.
Meu filho foi viajar por um mês e mandou-me tomar conta de dois peixinhos vermelhos dentro do aquário.
Mas era tempo demais para deixarem os peixes comigo. Não é que eu não seja de confiança. Mas é que sou muito ocupada, porque também escrevo histórias para gente grande.
E assim como a mãe ou a empregada esquecem uma panela no fogo, e quando vão ver já se queimou toda a comida – eu estava também ocupada escrevendo história. E simplesmente fiz uma coisa parecida co deixar a comida queimar no fogo: esqueci três dias de dar comida aos peixes! Logo aqueles que eram tão comilões, coitados.
Além de dar comida, eu devia sempre trocar a água do aquário, para eles nadarem em água limpa.
E a comida não era qualquer uma: era comprada em lojas especiais. A comida parecia um pozinho horrível, mas devia ser gostoso para peixe porque eles comiam tudo.
Devem ter passado fome, igual gente. Mas nós falamos e reclamamos, o cachorro late, o gato mia, todos os animais falam por sons. Mas peixe é tão mudo como uma árvore e não tinha voz para reclamar e me chamar. E, quando fui ver, estavam parados, magros, vermelhinhos – e infelizmente já mortos de fome.
Vocês ficaram muito zangados comigo porque eu fiz isso? Então me dêem perdão. Eu também fiquei muito zangada com a minha distração. Mas era tarde demais para eu lamentar.
Eu peço muito que vocês me desculpem. Dagora em diante nunca mais ficarei distraída.
Vocês me perdoam?"
A Mulher que matou os peixes,
Clarice Lispector
Enfim... foi isso!!!! Espero que vcs me perdoem tbm!!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

De mudança pra Terra do Nunca

O tempo passa, corre, voa... parece que foi ontem que me tornei balzaquiana, já tenho agora a mesma idade que Cristo tinha qdo morreu.
Sabe que ainda não me dei conta que já sou adulta, sinto-me uma adolescente, recuso-me a crescer, mas tenho que me dar conta que o tempo está passando, que preciso casar, ter filho, virar dona de casa... quem me conhece sabe que tenho alergia a essas palavras, mas preciso tomar um anti-alérgico e crescer... se é que são esses os fatores que indicam o crescimento.
Nunca me senti fã de Peter pan, mas descobri que sou a fã número um dele, uma mulher com alma de criança, alguém que não quer crescer, pois vamos combinar, os adultos se fecham para as pessoas, tornam-se desconfiados, cheios de segredos e sem muitos amigos. Passam a achar que todo mundo não presta. Pensam ser mais fácil criticar que elogiar. São escravos do tempo e do dinheiro. São egoístas. Acham que sabem tudo, não aceitam conselhos. É muito chato ser adulto!
Sei que sou adulta, mas não me vejo adulta, vejo o meu reflexo adulto pelo olhar do outro. Só me lembro que sou adulta qdo me deparo com as minhas contas, meu trabalho, minhas responsabilidades, aí idealizo-me uma criança cheia de ideias,de sonhos...
Gosto de olhar a vida com olhar de criança, pois olhar a vida pelos olhos dos adultos é uma lástima, é massante, é burócratica. Eu sou adulta, mas prefiro conservar sempre esse jeito de criança, pré adolescente...

Mas se eu não me assumir adulta, vou acabar só, deslocada, perdida... alguém sabe onde fica a Terra do Nunca?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Memórias de um tempo bom!!!

Como diria Bial, estamos de volta!!!!
Em um dos últimos posts eu disse que queria repetir 2010, pois agora quero repetir janeiro e dormir e acordar sem ter com o quê se preocupar.
Além do fato de contemplar todos os dias o mar, receber a notícia de que serei titia novamente, preparar um casamento, trocar de escola, comer muito, encantar-me com o anoitecer, nada de surpreendente aconteceu em minhas férias, mas elas foram tão boas, mas tão boas que eu simplesmente esqueci desse blog e todas as vezes que lembrei tive preguiça de postar.
Dizem que tudo que é bom dura pouco, eu acho que tudo dura pouco, seja bom ou ruim, por isso, as férias acabaram, mas a vontade de postar voltou. Nem foi tanto tempo assim que eu fiquei afastada desse blog, talvez o tempo suficiente pra sentir saudades. E como é bom sentir saudades, melhor ainda é matar as saudades. É uma pena que vai demorar seis meses pra eu matar a saudade das minhas férias!!!!
Como já dito, estou às voltas da organização do casamento do meu sobrinho, descobri que levo jeito para esse tipo de coisa, fico abobalhada em saber que tem gente que passa mais de um ano organizando o casamento. É muito cansativo, mas o resultado final é bom, nós tivemos um mês pra programar tudo e devo dizer-lhes que provavelmente não deixará nada a desejar em relação aos outros.
Quanto ao fato de ser titia, pasmem vou virar tia-avó. hahahaahaha seria cômico se não fosse meio trágico, meus sobrinhos começaram a casar e ter filhos antes de mim. Pra falar a verdade, nunca me preocupei com isso, nem estou desesperada pra casar, muito menos pra ter filhos. Então deixa eu paparicar e estragar os meus sobrinhos.
Agora sobre apreciar o mar e contemplar o pôr do sol, coisa pra poucos, pra quem está em férias! Entenderam porque tenho tanta saudade das férias? É um tempo bom, muito bom mesmo!!!
Beijos...