domingo, 12 de junho de 2011

O dia dos namorados

Ai que semana foi essa a minha?
Dormi pouco, muito pouco. Na segunda, niver de Lívia. Na quarta, aquele teste pra cardíaco que foi o jogo do Vasco. Na quinta, shopping e gripe, muita gripe. Precisava de horas e horas de sono pra recuperar essa semana.
Hoje é o dia dos namorados no Brasil, pra quem não sabe é só aqui no Brasil que se comemora o dia dos namorados em junho. Nas demais parte do mundo é 14 de fevereiro. Sendo que aqui acompanha o dia de Santo Antônio, o casamenteiro, comemorado amanhã e fora daqui acomanha do dia de Sâo Valentim. Pra mim é só mais uma data comercial, não estou desdenhando da data pelo fato de estar solteira. Afinal, qual o problema de passar o dia dos namorados sem namorado? Não passo o dia do índio com índio, nem o dia do livro lendo, nem o dia da árvore com árvore, muito menos o dia de finados com defunto... então... (Adorei esse texto, encontrei-o no facebook e peguei pra mim).
Não gosto muito dessa data, nem acesso a net, tamanha melação que isso aqui se torna..
Estou feliz sim, li em algum lugar que se namorar fosse bom o próximo passo não seia o casamento!!!!
Desejo a todos dias cheios de emoções... bjs!!!!

sábado, 4 de junho de 2011

Em poucas palavras

Olá...nós últimos dias, senti saudades do blog, sabia que tinha a necessidade de postar, mas a falta de tempo, a ausência de assunto e o cansaço não deixaram que eu postasse.
Não tenho nada de novo, tudo a mesma coisa e comecei a ficar estressada com alunos,com pessoas... não posso reclamar, eu queria isso!!!! A gente tem o que a gente quer, só precisamos estar dispostos às possíveis adversidades que virão junto com o nosso desejo, porém se você tem um propósito, qualquer adversidade é pequena, nada lhe aflige. É assim comigo!!!
Embora tenha muita coisa a falar aqui eu não sei o que dizer, então é melhor não alongar o papo.
E como a literatura de cordel está em alta, graças à novela Cordel Encantado, segue uma história do dia que a Internet encontrou o Cordel de Feira:

A peleja do Cordel de Feira com a Internet



--- Walter Medeiros



Vou lhe contar, cidadão,

Uma história bem brejeira

Que começou numa feira

Pelas bandas do sertão

E de forma bem ligeira

Chegou à terra inteira

Causando admiração.



Severino Rio Grande

Fazia muito cordel

Falava até de bordel

Assim a arte se expande

De soldado, coronel,

Matuto, arranha-céu,

Falava até de Gandhi.



Com ele não tinha manha,

Sofria mas agüentava,

Sabia que a dor passava,

Pois foi até na Alemanha

Com tudo ele rimava

E o povo se admirava

É um homem de façanha



Seus cordéis ele vendia

Numa feira bem pequena

Era sempre a mesma cena

Com risada e cantoria

Desde o tempo da galena

Era uma mensagem plena

De amor e alegria



Com uns tipos manuais

Muitos impressos fazia

E assim ele vivia

Querendo um mundo de paz

Mas ninguém compreendia

Quando dizia que um ida

Ia sair nos jornais.



Pois aquele cordelista

Danou-se pra capital

Foi morar no areal

Ali bem perto da pista

Sua cidade natal

Soube um dia, afinal,

Que se tornou jornalista.



Mexendo com linotipo

Telex e off set

No fax pintou o sete

Sem falar no teletipo

Fazia até enquête

Só não comia gilete

Pois não achava bonito.



Mas com aquele seu dom

Muita coisa ele fazia

Sempre tinha uma poesia

Recitada em bom tom

Tinha saudade da tia

e qualquer hora do dia

escutava acordeon



Os anos foram passando

o tempo não vai pra trás

e aquele nosso rapaz

ia se adaptando

a tudo que a vida traz

nada nunca é demais

e foi se modernizando.



A maquininha Olivetti

Que usou anos seguidos

Inda tinha nos ouvidos

Qual serpentina e confetti

Mas a marca dos sabidos

Que ganhou novos sentidos

Agora era a internet.



Nem mesmo questionou

A nova moda lançada

E de forma enviesada

Seus cordéis lá colocou

Foi uma festa danada

A homepage lançada

Que ao mundo lhe levou



Pois agora na internet

O cordel vai mais distante

Basta somente um instante

E a história se repete

São Gonçalo do Amarante

Paris, Itu, num berrante

Todo mundo se derrete



Sempre aparece questão

Sobre esse novo meio

Mas é somente esperneio

De gente falando em vão

Basta fazer um passeio

Sem cavalo e sem reio

Para entender o bordão.



Quando veio pra cidade

Severino não deixou

Na terra que lhe criou

A sua habilidade

Foi com ele e ele usou

O dom que deus lhe legou

Pra sua felicidade.



Se é por falta de cordel

Pra seus versos pendurar

Confesso que vou mandar

Desenhar assim ao leu

Depois vou fotografar

E no site publicar

Ao lado do meu farnel.



Do jeito que alguém fala

Do cordel que foi pra web

Com certeza não concebe

Algo que chegou à sala

Do pequenino casebre

Que não pode criar lebre

Mas tem um micro na mala



Por quê o computador

Pode chegar ao sertão

E na internet não

Tem lugar pra rimador?

É uma aberração

Grande discriminação

Que ele não tolerou.



Acho que dei o recado

Quem quiser diga o contrário

Pois em todo abecedário

Tem alguém inconformado

E nesse rimar diário

Quero o futuro no páreo

Mas não esqueço o passado.


P.S. Para uma poesia ser considerada Literatura de Cordel, as características fundamentais são simplicidade, através do uso de termos compreensíveis, sem necessariamente compor um texto forçado; relato, considerando que a poesia de cordel deve conter uma história; e rima, dentro daqueles estilos tradicionais.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sem tempo pra muita coisa

"Estão me colocando dentro de uma sala de aula com um giz e um quadro para salvar o Brasil? Não posso, não tenho condições. Muito menos com o salário que recebo"
Amanda Gurgel, professora


Então, não havia outra forma de começar este post, sem citar o orgulho que senti quando vi o vídeo desta professora. Um discurso relacionado à realidade educacional que ela vive lá no Rio Grande do Norte, mas que nós, aqui no Espírito Santo e em qualquer que seja o estado deste país, nos sentimos tão próximos, mas tão próximos que o discurso lavou a nossa alma. Mas que não fique só nos aplauso ao discurso e sim que simbolize o início da luta por um país que valorize a educação.
Aff... estava lendo aqui, minha última postagem foi dia 08 de maio, isso mesmo, 12 dias, quase duas semanas. Eu enjoei da internet como entretenimento, não tenho mais paciência pra isso, entre visito todos os sites que gosto, leio os e-mais e tchau.Só me concentro mesmo qdo estou fazendo algum trabalho ou alguma pesquisa. É engraçado isso, há alguns anos ficar sem net, sem orkut, sem mundo virtual era algo incobível pra mim. E olha que era via pulso telefônico, a velox demorou a chegar aqui na Serra.
Graças a Deus estou trabalhando em dois turnos novamente, meu tempo agora é escasso. Mais uma vez estou provando novas experiências, trabalhar longe de casa, não ter tempo pra almoço, ouvir música no celular, enjoar de ônibus... o melhor de tudo é que estou feliz com isso, pois vejo como a oportunidade de alcançar objetivos.
Estou cansada, muito cansada, mas hoje é sexta-feira e isso é que importa!!!!
Não vou me prolongar muito, mas quero encerrar este post com trechos da fala da professora Amanda Gurgel, que calou autoridades em seu discurso:


"Durante cada fala aqui eu pensava em como organizar a minha fala. Porque são tantas as questões a serem colocadas e tantas as angústias do dia a dia de quem está em sala de aula, que eu queria pelo menos conseguir sintetizar minimamente essas angústias. "

"Como as pessoas sempre apresentam muitos números e dizem que eles são irrefutáveis, eu gostaria também de apresentar um número que é composto por três algarismos apenas, bem diferentes de tantos números que são apresentados aqui com tantos algarismos: é o número do meu salário, R$ 930, com nível superior e especialização."

"Eu perguntaria a todos aqui, mas só respondam se não ficarem constrangidos, se vocês conseguiriam sobreviver ou manter o padrão de vida que vocês mantêm, com esse salário. Certamente não conseguiriam. "

"Não é suficiente nem para pagar a indumentária que os senhores e as senhoras utilizam para poder frequentar esta Casa. A minha fala não poderia partir de um ponto diferente, porque só quem está em sala de aula, só quem pega três ônibus por dia para chegar a seu local de trabalho é que pode falar com propriedade."

"Fora disso, qualquer consideração aqui é apenas para mascarar uma verdade visível a todo mundo: em nenhum governo, em nenhum momento no nosso Estado, na nossa cidade, no nosso país a educação foi uma prioridade."

"Então, me preocupa muitíssimo a posição da maioria, inclusive da secretária (de Educação) Betânia Ramalho, de não falarmos sobre a situação precária porque isso todo mundo já sabe."

"Como assim, não vamos falar da situação precária? Gente, estamos aceitando a condição precária da educação como uma fatalidade?"

"Estão me colocando dentro de uma sala de aula com um giz e um quadro para salvar o Brasil, é isso? "

"Salas de aulas superlotadas com os alunos entrando com uma carteira na cabeça porque não têm carteiras nas salas e sou eu a redentora do País? Não tenho condições, muito menos com o salário que recebo. "

"A secretária disse que não podemos ser imediatistas, que precisamos pensar a longo prazo. Mas a minha necessidade de alimentação é imediata. A minha necessidade de transporte é imediata, a necessidade dos alunos de ter uma educação de qualidade é imediata."

"Eu gostaria de pedir aos senhores que se libertem dessa concepção extremamente equivocada, e digo isso com mais propriedade do que os grandes estudiosos: parem de associar a qualidade da educação com professor dentro da sala de aula."

"Não há como ter qualidade em educação com professores trabalhando em três turnos seguidos, multiplicando seus salários: R$ 930 de manhã, R$ 930 de tarde, R$ 930 de noite para poder sobreviver. Não é para andar com bolsa de marca nem para usar perfume francês."

"É para pagar a alimentação de seus filhos, para pagar a prestação de um carro que muitas vezes compram para se locomover mais rapidamente entre uma escola e outra. "



"Não me sinto constrangida de apresentar meu contracheque, porque penso que o constrangimento deve ser de vocês. "

"Lamento, mas deveriam todos estar constrangidos. Entra governo e sai governo e o que se solicita de nós é paciência e tolerância."

"Quero pedir à secretária paciência também porque nós não aguentamos mais esse discurso."

"Não podemos ser responsabilizados pelo caos que na verdade só se apresenta para a sociedade quando nós estamos em greve, mas que está lá todos os dias dentro da sala de aula, em todos os lugares. "

"São muitas questões mais complexas que precisariam ser postas aqui. Mas infelizmente o tempo é curto e é isso que eu gostaria de dizer em nome dos meus colegas que pegam três ônibus para chegar ao local de trabalho, em nome dos estudantes que estão sem aula agora por causa da greve, mas que ficam sem aula por muitos outros motivos."

É isso. Embora não seja apenas isso.

Segue o link para o discurso da professora:
http://www.youtube.com/watch?v=yFkt0O7lceA

"É isso . embora não seja apenas isso."






É isso aí professora!!!! Juntos somos mais fortes!!!