domingo, 20 de março de 2011

Quase sem fôlego num mês tão carregado

Eu sei, eu sei, falo coisas aqui que nem eu entendo, então, não tem como explicar o inexplicável, nem eu sei o que quis dizer com o post anterior, se é que vcs me entendem.
Mudando o rumo da prosa, Obama está no Brasil, munido de um forte esquema de segurança, no céu, no mar, na terra... e o que o que interessa pra nós essa visita? Seria bom que toda essa segurança fosse garantida a nós o tempo inteiro, mas não nos sentimos seguros nem dentro de nossas casas. Boas vindas presidente!!!!
E o Japão hein? Mais uma vez sofre a fúria da natureza, sinto profundamente pelas milhares de vítimas desta catástrofe, agora, em breve, muito breve o país estará de pé novamente, eles têm grana e disciplina pra isso. Nós latinos é que somos despreparados financeiramente pra isso, e não é exagero da minha parte, o Haiti até hj não se recuperou do terremoto, agora qto ao preparo psicológico isso é da natureza humana, todos conseguimos levantar, sacudir a poeira e segui em frente. Força Japão, garra japoneses!!!!
Nunca tive um mês de março tão recheado de festas, Jesus, me abana!!!! Olha, não me lembro de nem um fim de semana desse mês que tenha passado limpo, sem nada, o mês nem acabou ainda e já estou acabada, preciso fôlego, pois fim de semana que vem tem mais festa. Mas como nem tudo é festa, estou vivendo, pela segunda vez na minha carreira, a experiência de perder um aluno, triste sensação, um menino tão novo, tão perturbado, tão cheio de vida... morreu fazendo uma das coisas que mais gostava: divertindo-se. Talvez Deus o tenha levado antes que a vida o levasse. Ainda bem que a lembrança que fica do menino que dava tanto trabalho na escola é a imagem de um tímido sorriso dado na quinta-feira, dia do aniversário dele, vá em paz garoto!
Eu estou com as minhas tarde livres, há tempos não sabia o que era isso, ficar em casa à tarde, trabalhar em apenas um horário, devo dizer-lhes que não fazer nada cansa. Engraçado isso, vivo querendo arrumar tempo e quando arrumo, reclamo. Estão vendo porque eu iniciei esse post dizendo que eu sou complicada de entender?
Sem mais delongas...

domingo, 13 de março de 2011

Era uma vez...

uma mulher que fingia não saber das coisas. Não sei porque resolvi começar assim este post. Aliás sei, mas é melhor fingir que não sei. O meu grande problema é ser transparente demais, não saber mentir, ter uma indescritível sensibilidade pra perceber as pessoas, as intenções, as oportunidades e ser ultramoderna com um leve tempero de conservadorismo. Sem mais delongas, acho que sou complicada demais pra vcs tentarem me entender.
Acabou-se que era bom demais. Esse fim de semana encerrou de vez a temporada de verão. Voltei com tudo pra casa, pra minha pacata vidinha. Até choveu hj! "São as águas de março fechando o verão"!
Agora é recomeçar o ano e aguardar o novo feriado.
Nem estou mais afim de escrever aqui hj...

terça-feira, 1 de março de 2011

Foi sem querer... eu juro que foi sem querer!

Dizem por aí que o ano só começa de verdade depois do Carnaval, diante disso, ainda faltam duas semanas pra 2011 começar de verdade, talvez por isso, o meu desinteresse em escrever aqui, preguiça, preguiça mesmo.
Vamos ver se a vontade volta depois que o ano começar, mas se 2011 nem começou ainda, meu Deus, o que será que vem pela frente? Porque nunca tive um começo de ano tão agitado como esse, não me lembro de nenhum outro assim.
Todos já sabem que vou ter um novo sobrinho, não vou chamar sobrinho-neto, pq soa estranho, devido a chegada desse bebê, tivemos um longo mês pra preparar um casamento, aliás como disse minha sobrinha, um mês e uma hora que foi o tempo de atraso. Olha, devo dizer que o que falta, além do dinheiro, obviamente, pra uma festa ficar perfeita é bom gosto. não sei se o tenho, mas me encho de orgulho a cada elogio da festa, pois a noiva teve coragem de me confiar a organização da festa e modéstia á parte, a festa foi linda mesmo, só não foi perfeita, pq nós seres humanos somos imperfeitos mesmo.
Mudando o rumo da prosa, todo mundo sabe a admiração que tenho pela Clarice Lispector, há algo em mim que me torna parecida com ela, sempre procuro uma frase dela para os meus textos e para minha vida em geral, mas ontem eu senti Clarice, afinal, " a mulher que matou o pexe fui eu", mas assim como aconteceu com Clarice, foi sem querer, eu não fiz por mal, estou chateada com isso, ela esqueceu de alimentar os peixes e eu coloquei água errada, o bichinho tão bonitinho, vermelho como os de Lispector, não resistiu. E eu não quero mais falar disso, nem sei o que falar, então, mais uma vez vou deixar Clarice contar melhor o que houve:

" Essa mulher que matou os peixes infelizmente sou eu. Mas juro a vocês que foi sem querer. Logo eu! Que não tenho coragem de matar uma coisa viva! Até deixo de matar uma barata ou outra.
Dou minha palavra de honra que sou pessoa de confiança e meu coração é doce: perto de mim nunca deixo criança ou bicho sofrer.
Pois logo eu matei dois peixinhos vermelhos que não fazem mal a ninguém e que não são ambiciosos: só querem mesmo é viver.
Pessoas também querem viver, mas infelizmente também aproveitar a vida para fazer alguma coisa de bom.
Não tenho coragem ainda de contar agora mesmo como aconteceu. Mas prometo que no fim deste livro contarei e vocês, que vão ler essa história triste, me perdoarão ou não.
Vocês hão de perguntar: por que só no fim do livro?
E eu respondo:
- É porque no começo e no meio vou contar algumas histórias de bichos que eu tive, só para vocês verem que eu só poderia ter matado os peixinhos sem querer.
Estou com esperança de que, no fim do livro, vocês já me conheçam melhor e me dêem o perdão que eu peço a propósito da morte de dois “vermelhinhos” – em casa chamávamos os peixes de “vermelhinhos”.
[...]
Bem, agora chegou a hora de falar sobre o meu crime: matei dois peixinhos. Juro que não foi de propósito. Juro que não foi muito culpa minha. Se fosse, eu dizia.
Meu filho foi viajar por um mês e mandou-me tomar conta de dois peixinhos vermelhos dentro do aquário.
Mas era tempo demais para deixarem os peixes comigo. Não é que eu não seja de confiança. Mas é que sou muito ocupada, porque também escrevo histórias para gente grande.
E assim como a mãe ou a empregada esquecem uma panela no fogo, e quando vão ver já se queimou toda a comida – eu estava também ocupada escrevendo história. E simplesmente fiz uma coisa parecida co deixar a comida queimar no fogo: esqueci três dias de dar comida aos peixes! Logo aqueles que eram tão comilões, coitados.
Além de dar comida, eu devia sempre trocar a água do aquário, para eles nadarem em água limpa.
E a comida não era qualquer uma: era comprada em lojas especiais. A comida parecia um pozinho horrível, mas devia ser gostoso para peixe porque eles comiam tudo.
Devem ter passado fome, igual gente. Mas nós falamos e reclamamos, o cachorro late, o gato mia, todos os animais falam por sons. Mas peixe é tão mudo como uma árvore e não tinha voz para reclamar e me chamar. E, quando fui ver, estavam parados, magros, vermelhinhos – e infelizmente já mortos de fome.
Vocês ficaram muito zangados comigo porque eu fiz isso? Então me dêem perdão. Eu também fiquei muito zangada com a minha distração. Mas era tarde demais para eu lamentar.
Eu peço muito que vocês me desculpem. Dagora em diante nunca mais ficarei distraída.
Vocês me perdoam?"
A Mulher que matou os peixes,
Clarice Lispector
Enfim... foi isso!!!! Espero que vcs me perdoem tbm!!!